Escolha, o principio básico da sobrevivência. Toda sua vida é baseada em escolhas, porque sempre há dois caminhos, duas portas, duas janelas: o primeiro será trilhado, a segunda a sua entrada e a terceira sua saída. Todavia, sempre há o imprevisto que, muitas vezes, nos leva a outras escolhas que não fazem parte da nossa historia. Mas, sem que possamos compreender, esses imprevistos acabam se tornando parte fundamental para a nossa sobrevivência.
Em determinado momento de sua existência haverá um em que você terá que fazer uma escolha vital para a sua sobrevivência. E essa escolha mudará todo o rumo da sua vida. É simplesmente inevitável, você terá de escolher. No entanto, muitas vezes o peso que poderá causar, poderá ser de uma magnitude tão grande que fará você refletir se poderá ou não suportar tal peso. O problema talvez não seja o peso em si, mas sim as consequências decorrentes da escolha que fará dessa reflexão um martírio: valerá a pena tal sacrifício?
Sacrifício é tudo aquilo que o torna santo, mártir ou um herói. A história da humanidade está repleta de homens e mulheres que se sacrificaram para que um bem maior pudesse prevalecer independente da escolha individual de cada um. E quando isso acontece você pode se perguntar: por que será que alguém possa fazer tal escolha? Não é uma resposta simples para se responder. Mas com certeza posso afirmar que um dos elementos mais constantes nessas escolhas estava um que é imprescindível para a sobrevivência da humanidade, o amor.
Por tanto, quando você estiver entre dois caminhos, duas portas ou duas janelas a escolha será inevitável. E tenha sempre em mente que qualquer que seja ela, ela terá de ser feita com base unicamente em um sentimento: o amor. Pois ele é o único que poderá suporta o peso das consequências geradas por suas escolhas, sejam elas certas ou erradas.
Marco Lacerda (04/02/2012)
Natal e suas tradições
Mais um Natal chegando e novas promessas e felicitação chegará até nós, e algumas delas de pessoas alheias ao nosso convívio, mas como nos diz a etiqueta social serão bem vidas. Votos de saúde, paz, prosperidade e felicidade... E todo ano lemos ou ouvimos nos noticiários o aumento da violência, os corredores dos hospitais lotados, o número de analfabetos funcionais cada dia aumentando mais. E a felicidade, bem, esta cada uma que encontre a sua. Pois felicidade é algo subjetivo e intangível.
E o natal? Mesa farta de comida, bebidas, iguarias que só vemos e comemos nesse dia. Comemoramos o nascimento de Jesus, o Cristo. Momento de reflexão, de rever o ano que se finda e o que fizemos de errado. E, claro, as promessas infindas de que tudo vai ser diferente no ano que se aproxima. Mas, no dia seguinte tem sempre alguém que vai falar mal da comida, da roupa daquele ou daquela vista, da cerveja que estava quente, do champanhe que era cidra, e por ai vai.
Mas, comemoramos o que mesmo? Vejamos: essa história, o ideal seria com e não com h – detalhes à parte – se repete ao longo dos séculos. No Egito antigo Hórus era o Deus sol, nasceu no dia 25 de dezembro da virgem, Isis-Meri. Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela ao leste, foi batizado aos trinta anos e teve 12 discípulos. Praticou milagres...
A mitologia grega é impregnada dessa mesma história: Attis, nasceu da virgem Nana, foi crucificado e no terceiro dia ressuscitou. Hércules teria nascido da virgem Alcmena, que foi fecundada pelo Deus Zeus. Dionísio nasce de uma virgem a 25 de Dezembro, foi um peregrino que praticou milagres tais como transformar a água em vinho, e é referido como "Rei dos Reis."
Krishna, na Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela no Ocidente assinalando a sua chegada, fez milagres em conjunto com os seus discípulos, e após a morte, ressuscita.
O Natal, palavra derivada de Natalis do latim (nascer) sempre foi usado na antiguidade para se comemorar o nascimento do sol, no solstício de inverno que ocorre no mês de dezembro na Europa. Essa festa foi adaptada pela Igreja Católica no terceiro século d.C. por Constantino, O Grande, para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano. Inteligente demais esse cara.
Em fim, dingo bel, dingo bel... Hohohohohohoho, Feliz natal pra todos.
Qual o sentido da vida? Quem não se fez essa pergunta muitas e muitas vezes. Sinceramente ainda não sei qual é, mas sei o que devo fazer com ela. Sendo o bem mais precioso que temos muitas vezes negligenciamos os fazeres necessários para protegê-la, e como de praxe incluo-me naqueles que às vezes negligenciam.
A maioria das pessoas busca a felicidade para suas vidas, outros riquezas e alguns buscam a sabedoria. E todos estão certos, o ponto da questão é: comprimiremos nosso objetivo a que nos foi designado? Encontrar a si mesmo muitas vezes revela-se encontrar o objetivo ao qual estamos associados a essa vida. O problema é que muitas vezes somos empurrados para outros caminhos, às vezes pela ingenuidade, outras pela ignorância, outras pela arrogância, e, até mesmo pela ambição.
Minha vida aqui é uma só, meu espírito é um só. A diferença é que meu espírito não morre, ele é eterno. Não vejo sentido em tudo acabar aqui e agora, desde criança que acredito nessa premissa (venho de uma família cristã) e fui educando dentro das concepções bíblica. Então acredito em reencarnação, acredito que “minha casa tem muitas moradas”, sendo também uma crença dos maias, astecas, chineses, dos gregos, hindus, e muitos outros povos. Na mitologia grega a descida ao Hades simboliza a vida após a morte. O “samsara”, na tradição budista, uma das muitas seitas chinesas (confucionismo, o taoísmo...) pode ser entendido como reencarnação. Para os maias a morte não representava o fim da vida. Chamavam a reencarnação de caput-sigil, que significa voltar a experimentar a vida para obter mais sabedoria e compreensão. Para a religião mais antiga do mundo, o hinduísmo, a reencarnação gera em torno de três pilares carma, artha e dharma. Se uma pessoa conquistar um bom carma terá uma posição mais alta no sistema de castas em uma vida futura.
Por fim, para mim a vida não se restringe apenas a essa que levamos na terra. Não faz sentido.